segunda-feira, 27 de agosto de 2007

O Público clama, mas as pernas tremem.

Era noite, por volta das sete, o telefone tocou, e lá estava a proposta para um seminário na ECA, USP. Que felicidade ter meu projeto escolhido dentre tantos para a apresentação. A data era distante, foi o que me deu força para aceitar.

Sempre que falo em público parece que vou chutar para o gol. Minhas pernas tremem tanto, que tenho reações adversas e todo o corpo começa a chacoalhar. Deve ser a adrenalina esfuziante. Minha voz volta para a adolescência: boooA NOItee, hoje iREI falar soBRE...

Passo nervoso, a cabeça dói, penso em desistir, sair dali, inventar uma desculpa. Penso que a voz poderia sumir de vez, que outra pessoa poderia estar em meu lugar. Mas que droga! Por que eu aceitei este convite? Pura vaidade?

Quando começo a falar, as palavras somem, o raciocínio não existe, a sorte é o Power Point que fiz, projetado à minha frente. Só consigo ler o que está escrito e dizer exatamente o que li, sem nem alterar as palavras.

E quando você é a última apresentar? Que ninguém antes de você teve vergonha? Penso que todos passaram ilesos pela situação. Seguro o microfone, minha voz parece que sai sem eu conseguir raciocinar sobre as palavras que ela profere. Vejo as reações, todos me olham querendo dizer que estou indo bem, e tentam entender o que eu quero dizer. Mas no fundo a frustração é só minha. Aquele momento é só meu.

O pensamento volta a atuar, viva! Começo a me soltar, quando dou o clique para mudar de tela vejo a mensagem: Obrigada!

domingo, 26 de agosto de 2007

De repente é assim.

Quando uma pessoa se forma jornalista, geralmente, encontra alguma habilidade na escrita, ou uma enorme vontade de aparecer, ou ainda a tentação de fazer o bem. O salário é baixo, as reclamações são altas e a dificuldade de ingressar em um jornal... Nem se fala.

A vida é um caminho cheio de aventuras, às vezes a gente escolhe um rumo por ter visto que alguém voltou com bons frutos de lá. Mas nada garante que não teremos outros caminhos ou escolhas a fazer. Quem nos guia não faz guia, parece guiar-nos de olhos fechados, mas sabendo exatamente qual será o final. Você já não teve a sensação de que era para você estar ali naquele exato momento?

Hoje resolvi começar um blog, contar um pouco das aventuras e desventuras de alguém que está escolhendo caminhos, de olhos fechados e curtindo as sensações da vida. Resolvi colocar na tela a vida real e descobrir que, de repente é assim.