Que o amor de verdade dura para sempre,
Que aquilo que machuca também cicatriza,
Que a saudade só nos permite as boas memórias,
Que a distância aumenta os desejos,
Que podemos ser amigos, mas por preguiça somos solitários,
Que podemos refazer a vida,
Que podemos ser hippies para sair do buraco,
Que é preciso ter paixão para não entrar no buraco de novo,
Que os sonhos se realizam quando pedimos muito por eles,
Que temos que aproveitar a vida com quem amamos,
Que o arrependimento dói,
Que temos que amar mais,
Que as emoções explodem quando estão muito tempo contidas,
Que não há nada melhor que beber umas com amigos,
Que família também pode ser amiga,
Que um dia crescemos, e no outro somos crianças outra vez,
Que as memórias são só nossas e ninguém poderá senti-las como nós,
Que as penas que caem do céu, na maioria das vezes não param no chão!
Cara de Banana
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
segunda-feira, 27 de agosto de 2007
O Público clama, mas as pernas tremem.
Era noite, por volta das sete, o telefone tocou, e lá estava a proposta para um seminário na ECA, USP. Que felicidade ter meu projeto escolhido dentre tantos para a apresentação. A data era distante, foi o que me deu força para aceitar.
Sempre que falo em público parece que vou chutar para o gol. Minhas pernas tremem tanto, que tenho reações adversas e todo o corpo começa a chacoalhar. Deve ser a adrenalina esfuziante. Minha voz volta para a adolescência: boooA NOItee, hoje iREI falar soBRE...
Passo nervoso, a cabeça dói, penso em desistir, sair dali, inventar uma desculpa. Penso que a voz poderia sumir de vez, que outra pessoa poderia estar em meu lugar. Mas que droga! Por que eu aceitei este convite? Pura vaidade?
Quando começo a falar, as palavras somem, o raciocínio não existe, a sorte é o Power Point que fiz, projetado à minha frente. Só consigo ler o que está escrito e dizer exatamente o que li, sem nem alterar as palavras.
E quando você é a última apresentar? Que ninguém antes de você teve vergonha? Penso que todos passaram ilesos pela situação. Seguro o microfone, minha voz parece que sai sem eu conseguir raciocinar sobre as palavras que ela profere. Vejo as reações, todos me olham querendo dizer que estou indo bem, e tentam entender o que eu quero dizer. Mas no fundo a frustração é só minha. Aquele momento é só meu.
O pensamento volta a atuar, viva! Começo a me soltar, quando dou o clique para mudar de tela vejo a mensagem: Obrigada!
Sempre que falo em público parece que vou chutar para o gol. Minhas pernas tremem tanto, que tenho reações adversas e todo o corpo começa a chacoalhar. Deve ser a adrenalina esfuziante. Minha voz volta para a adolescência: boooA NOItee, hoje iREI falar soBRE...
Passo nervoso, a cabeça dói, penso em desistir, sair dali, inventar uma desculpa. Penso que a voz poderia sumir de vez, que outra pessoa poderia estar em meu lugar. Mas que droga! Por que eu aceitei este convite? Pura vaidade?
Quando começo a falar, as palavras somem, o raciocínio não existe, a sorte é o Power Point que fiz, projetado à minha frente. Só consigo ler o que está escrito e dizer exatamente o que li, sem nem alterar as palavras.
E quando você é a última apresentar? Que ninguém antes de você teve vergonha? Penso que todos passaram ilesos pela situação. Seguro o microfone, minha voz parece que sai sem eu conseguir raciocinar sobre as palavras que ela profere. Vejo as reações, todos me olham querendo dizer que estou indo bem, e tentam entender o que eu quero dizer. Mas no fundo a frustração é só minha. Aquele momento é só meu.
O pensamento volta a atuar, viva! Começo a me soltar, quando dou o clique para mudar de tela vejo a mensagem: Obrigada!
domingo, 26 de agosto de 2007
De repente é assim.
Quando uma pessoa se forma jornalista, geralmente, encontra alguma habilidade na escrita, ou uma enorme vontade de aparecer, ou ainda a tentação de fazer o bem. O salário é baixo, as reclamações são altas e a dificuldade de ingressar em um jornal... Nem se fala.
A vida é um caminho cheio de aventuras, às vezes a gente escolhe um rumo por ter visto que alguém voltou com bons frutos de lá. Mas nada garante que não teremos outros caminhos ou escolhas a fazer. Quem nos guia não faz guia, parece guiar-nos de olhos fechados, mas sabendo exatamente qual será o final. Você já não teve a sensação de que era para você estar ali naquele exato momento?
Hoje resolvi começar um blog, contar um pouco das aventuras e desventuras de alguém que está escolhendo caminhos, de olhos fechados e curtindo as sensações da vida. Resolvi colocar na tela a vida real e descobrir que, de repente é assim.
A vida é um caminho cheio de aventuras, às vezes a gente escolhe um rumo por ter visto que alguém voltou com bons frutos de lá. Mas nada garante que não teremos outros caminhos ou escolhas a fazer. Quem nos guia não faz guia, parece guiar-nos de olhos fechados, mas sabendo exatamente qual será o final. Você já não teve a sensação de que era para você estar ali naquele exato momento?
Hoje resolvi começar um blog, contar um pouco das aventuras e desventuras de alguém que está escolhendo caminhos, de olhos fechados e curtindo as sensações da vida. Resolvi colocar na tela a vida real e descobrir que, de repente é assim.
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